De onde vem?

O mexilhão dourado é uma espécie invasora que chegou na América do Sul através da água de lastro de navios que vieram da Ásia. O mexilhão dourado esta presente em algumas bacias localizadas mais ao sul do país desde 1991. Por ser um organismo invasor e sem predadores naturais, este molusco pode ser extremamente prejudicial ao meio ambiente, alterando o equilíbrio das comunidades aquáticas nativas e comprometendo indústrias e usinas hidrelétricas, causando entupimento nas tubulações.

O mexilhão pode chegar a medir 4cm e pode ser encontrado no estômago de peixes que se alimentam no fundo dos rios como piau-trê-pintas, curimbatá, pirapetinga, pacu-caranha, mandi, bagre, cascudo, tillápia, tamboatá, lambari, canivete, dentre outros.

Como ele se espalha?

A dispersão acontece principalmente por meio de organismos aquáticos e equipamentos náuticos, como peixes, plantas, tartarugas, aves, lastro de navio, casco de embarcações.

Barcos pequenos que circulam nos rios transportando passageiros, assim como de pesca esportiva e profissional, foram também espalhando o mexilhão dourado. Ele pode vir em forma de larva ou adulto, nos casco destes barcos, motores e equipamentos.

A aves aquáticas também podem carregar larvas ou mexilhões jovens nas suas penas ou pés. Peixes e alguns crustáceos podem servir de substrato e contribuir para a dispersão do mexilhão dourado.

Como identificar?

Organismos com colorações externas das conchas douradas brilhante, variando do amarelo ao marrom. Na parte interna as conchas são lisas, lustrosas e esbranquiçadas. Os indivíduos adultos podem alcançar de 3 a 4 cm.

Como prevenir e combater?

A melhor forma de combater é impedindo que ele se espalhe:

Pequenos barcos que costumam percorrer diferentes áreas em busca de locais melhores para a pesca devem passar por desinfecção, em terra, ao saírem de locais onde há presença de mexilhão;

Na comercialização de alevinos e matrizes na piscicultura, a água utilizada para transporte seja trocada ao chegar no destino, longe dos cursos d’água;

Que o material utilizado em trabalhos de pesquisa seja desinfectados em cada local de uso.

Como desinfectar?

As embarcações que transitam entre áreas infectadas e não infectadas deverão passar por procedimento de limpeza com água sanitária comercial. Deve-se retirar o barco da água e todos os pertences do interior:

Lavagem de todo o barco principalmente o casco, viveiros e reboque;

Retirada de qualquer resíduo de vegetação dentro e fora do barco;

Esvaziamento em terra de qualquer reservatório de água que esteja no barco;

Limpeza freqüente das possíveis incrustações de adultos com disposição dos resíduos em terra.

A água sanitária deve ser jogada onde acúmulo de água, principalmente no piso e em caixas de iscas vivas. Todo o barco deve ser escovado com vassoura macia embebida com água sanitária.